Mesa discute a literatura como resistência

Debate reuniu cerca de 40 pessoas

A mesa “Literatura - uma resistência política e filosófica nos dias de hoje” reuniu, na tarde de domingo (08/10), os escritores Ondjaki, Roger Mello e Volnei Canônica. A mediação foi feita pela patrona Natalia Borges Polesso, que instigou os participantes a relatarem qual o significado de “resistência” e qual o papel dela na Literatura de cada um.

No debate, que reuniu cerca de 40 pessoas, foram abordados a resistência que vem das histórias e dos personagens, a importância do apoio do Estado para a cultura, a resistência por meio do diálogo e das perguntas e o papel da literatura infantil.

Os participantes também debateram a questão da mulher na escrita, chamando atenção para os dados da 33ª Feira do Livro de Caxias do Sul, em que o número de mulheres convidadas a participar como palestrantes é superior ao número de homens, o que mostra a mudança desse cenário.

Para o assessor literário Volnei Canônica, “ações que trazem a arte em pauta como a Feira são necessárias para pensar além da arte dos meandros, é preciso discutir a estrutura da arte". Augusto Schmitt, estudante e escritor, acompanhou o debate e reafirmou a importância de abordar esses assuntos. “Esse tipo de evento é fundamental porque é o que torna a Feira um espaço realmente especial e construtivo. As mesas de conversa, as apresentações musicais e todos os outros eventos transformam ela numa celebração e numa construção da Arte Literatura”, opina.

Fotos: Juli Hoff